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Animal raro descoberto na Amazônia.

O anfíbio raro da espécie Atretochoana eiselti, encontrado no leito do rio Madeira por equipes da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, localizada em Porto Velho, capital de Rondônia, está sendo encontrado com maior frequência nas águas amazônidas, desde o ano passado. Quem garante é o pesquisador Marinus Hoogmoed, especialista em anfíbios e répteis, do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Mais recentemente, depois da descoberta no Madeira, a espécie foi encontrada por pescadores de camarões na praia de Marahu, em Mosqueiro, Região Metropolitana de. “Nós não sabemos porque esses animais estão sendo encontrados mais constantemente na Amazônia. Nosso conhecimento é muito superficial”, afirma o pesquisador.

O anfíbio é parecido com uma cobra sem escamas, de pele mais viscosa, variando entre de 72cm a um metro de comprimento. O Atretochoana eiselti é o maior vertebrado sem pulmões do mundo, sua respiração é feita através da pele. “É um enigma de como esse animal realiza sua respiração. Esse é um processo que ainda não sabemos”, indaga Marinus Hoogmoed. Os conhecimentos científicos sobre a espécie são limitados, porém, sabe-se que o animal habita a água doce rica em oxigênio e que haja bastante movimento.

A espécie não é perigosa e, segundo o professor Hoogmoed, podem ser confundidos com peixe do tipo Mussum (Synbranchus marmoratus), no entanto, a maior semelhança é com uma outra espécie encontrada na Guiana, chamada Caecilita iwokrame, anfíbio que também vive na água e não tem pulmões. Marinus destaca que “esse acréscimo à fauna amazônica é bem interessante. Significa que a fauna é mais diversa do que nós sabemos”. Não sabe-se qual é a importância do Atretochoana eiselti para o ecossistema amazônico.

Os pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi divulgaram em janeiro deste ano, o Boletim Informativo número 3, totalmente voltado para o estudo científico deste animal raro amazônico.

Para o biólogo Juliano Tupan, da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, encontrar uma espécie rara é muito gratificante. “Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, descreve. O bicho foi localizado onde está o grupo gerador quatro, com as 12 últimas turbinas do total de 44 do empreendimento.

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